MENSAGEM DIARIA

MENSAGEM DIARIA

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sua presença


"Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós... Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos... Porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam... Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida." (Jo. 14. 18; MT 28. 20b; Sl 23. 4b;6)

O ano de 2009 não foi nada fácil. Foi um ano difícil e bastante complicado: crise econômica, dificuldades de conseguir emprego, perda de empregos, tragédias em várias famílias e até mesmo nas nossas famílias.

Mas, chegando aos dias que findam este ano e olhando para trás temos uma grata surpresa. Nunca estivemos sós, mesmo que tenhamos pensado e dito muitas vezes isso.

O Senhor caminhou conosco, muitas vezes por caminhos que não queríamos caminhar, que teríamos evitado a todo custo, mas, Ele nos fez andar por eles.

Andamos em vales, alguns muito secos, por outras vezes subimos montanhas escarpadas, altas e já desfalecíamos de tanto cansaço. Passamos por caminhos estreitos e precipícios que acreditamos ser o nosso fim.

Quantas vezes o deserto pareceu sem fim, sem nem sequer um Oasis para o descanso e quantas vezes o deserto se insinuou em nosso coração e secamos na nossa fé e nos julgamos mortos de vez.

Quanta esperança foi malograda e planos que tecemos se desfizeram em nossa frente e ficamos mudos, aturdidos, sem nenhuma direção?

E quantas lagrimas foram colhidas nos odres de Deus, derramadas noite a dentro em segredo e só quem viu foi o Senhor?

Tudo para no fim descobrirmos que a Sua Presença esteve conosco, que Ele enxugou cada lagrima, e caminhou conosco nos lugares mais difíceis, e ouviu silencioso e cuidadoso nosso queixume, quando o deserto secou até nossa fé.

Que não estivemos sós em um segundo sequer, mas, que ao nosso lado esse amigo Divino, o quarto homem na fornalha nos fazia livres no meio da tribulação.

E vimos seu cuidado, nos abrindo horizontes inimagináveis, restaurando nossa fé, nos levando a pastos verdejantes, nos saciando a sede e fazendo nosso deserto em Manancial.

E vimos a Sua Glória resplandecer sobre a nossa noite mais forte que o dia e agora sorrimos e dançamos alegres em Sua Presença.

Deus nos conduziu por caminhos que não compreendemos para nos ensinar uma única lição: Ele é tudo o que precisamos e nada mais.

Seja como for 2010 uma coisa nós que andamos muito nesse 2009 já sabemos, Ele estará conosco a cada segundo e novamente veremos Suas Maravilhas e Sua Glória resplandecer sobre nós.

E maduros na fé, acrescentados na fé, firmados na Rocha podemos dizer contra tudo e todos: Graças a Deus que nos garante a Vitoria em Cristo Jesus e nos faz resplandecer sua Glória em nós dia após dia.

Essa é a nossa vitoria. Essa é sua vitoria, mesmo que o caminho difícil se alongue por 2010. Seja como for a Graça do Senhor é sobre nós e isso nos basta.

domingo, 14 de novembro de 2010

É proibido pensar - Chega de Regras!



Há algum tempo venho querendo compartilhar a revolução que o livro, Chega de Regras, de Larry Crabb, produziu em minha vida. Após esse livro já tive a oportunidade de ler Conexão e Conversas da Alma. Foi uma resposta a um momento de profundo questionamento espiritual que tive em minha vida. Quando li que “sua fé esta morrendo? Realmente ela deve morrer, nesse deus tão medíocre que esta ai só para satisfazer suas necessidades. Para que Deus em sua plenitude possa nascer, um Deus que não vai lhe dar nada, a não ser Ele mesmo.” Entendi, que Deus estava falando comigo e tirando escamas de meus olhos. Bem, então veio a musica de João Alexandre, È proibido pensar, um direto no queixo. É impossível não haver comparações com determinado grupo ou pessoas, algumas são explicitas. Os vídeos noYoutube não deixam duvidas. Mas, não quero pensar em pessoas, mas, em conceitos. Tanto Larry Crabb, como João Alexandre nos trazem conceitos muito fortes, tanto quanto o de nossa amiga que matou Gezuz. Na verdade, todos estão falando de fé, maturidade espiritual, vivencia profunda com Deus. Em Conversas da Alma, Larry Crabb me diz: religião é invenção do diabo! E me mostra como meus dogmas, tradicionalismo, o meu linerialismo me faz uma religiosa e não alguém espiritual. Um indivíduo que ouve e deixa o Espírito agir livremente. Afinal, 2+ 2=4 e se eu fizer tudo direitinho conforme mandam, Deus tem obrigação de me abençoar, porque afinal eu cumpri a parte do trato e agora Ele tem que cumprir a dele, é a reedição da Lei. Pra meu espanto Deu só me dá garantia de vida eterna e de Sua Presença na minha peregrinação terrena, daí que pra acabar com minhas presunções Deus me manda para um deserto se eu sou (e sou) uma construtora de cidades (meus títulos e todos os meus “meus” conquistados), só pra aprender que “os meus” não valem nada, ou manda uma chuva de granizo na minha parede caiada(que construí para me proteger das intempéries da vida, por causa do meu medo), só pra me fazer sair da caverna como Elias e ter coragem de enfrentar a vida como ela é. Deus também me deixa sem nenhuma direção (porque eu sou uma acendedora de fogo e SEMPRE TENHO RAZAO E CERTEZA DE TUDO), só para que eu descubra que dependo de Deus a cada passo. E por fim esfrega na minha cara egoísta o quanto meus prazeres cavados em cisternas rotas machucam meu próximo!
Daí vem João Alexandre me dizer um fato muito sério:

“RECONSTRUINDO O QUE JESUS DERRUBOU..
RECOSTURANDO O VÉU QUE A CRUZ JA RASGOU..
RESSUSCITANDO A LEI,
PISANDO NA GRAÇA,
NEGOCIANDO COM DEUS!”

Atente bem para estes versos, ele fala do cerne da nossa fé, o sentido da Reforma, a doutrina paulina. Do porque somos cristãos e não budistas, nem romanistas, nem candomblecistas, espiritualistas kardecistas ou esotéricos. Porque cremos em Jesus nosso único e suficiente Salvador, que pagou o preço da minha condenação, me abrindo Novo e Vivo Caminho a Deus através do Seu Sangue e que posso achegar-me a Deus sem nenhum “rudimento do mundo” apenas me achegar através da Obra Salvadora da Cruz, que é única, sem necessidade de aditivos, feita pela imensa Graça de Deus, que cumpriu TODA LEI em Cristo e vivo eu por essa Maravilhosa Graça, sabendo que tudo o que recebo do Pai como filho e muito mais como servo é pela Sua Graça e bondade e que nenhum esforço meu vai alterar isso, porque Deus não é manipulável. Vivemos a era pos moderna, um novo renascentismo, no mundo o modelo neoliberal se consolida como política econômica e ideologia. É a satisfação agora ou seu dinheiro de volta. O Deus da religião é conveniente e cooperativo. Conveniente porque cabe em todos os gostos, ora se X adora Deus se arrastando de quatro num palco se dizendo “incorporado” do Leão de Judá, ninguém pode julgar...Deus é quem julga...outro diz que o suor cura, ninguém pode julgar ou pior uns são presos, o crime a mostra, mas ninguém pode falar...é proibido pensar? Outro aparece na TV para ofender grupos minoritários e distorcer suas reivindicações e ainda insinuar que Policia Federal esta fazendo uma “operação” para destruir a Igreja...uai, ta com medo de que? E mais outro aparece na internet expondo os podres pessoais dos desafetos. Já não foi perdoado e restaurado pelo Senhor, porque não vai falar dos benefícios que Deus lhe fez? Cooperativo porque faz milagre de atacado, é maior investidor de microempresário do que o BNDS, não deixa o nenê sofrer, nem com gripe, ta aí pra cooperar comigo para que eu tenha minha vitória, uma vida boa e mansa...Quem é esse Deus? O que sei que esse Deus conveniente e cooperativo esta enriquecendo um grupelho, desiludindo e deixando incrédulos uma multidão e pior ainda arrastando uma outra completamente desarvorada “ovelhas sem pastor” cheias de crendices, vivendo dos rudimentos do mundo, deixando a Graça para se sobrecarregarem da Lei. Uns não suportam e vão lotar os atendimentos psiquiátricos, hoje os crentes são a maioria. Alguém pode me explicar o porquê disso? Às vezes é desalentador, mas, ao ouvir João Alexandre, Russel Shedd, ler Larry Crabb, e mais os amigos que escrevem nesse espaço, vi que o Espírito esta movendo os ossos secos, e eles estão se juntando, é grande o barulho, e estão sendo cobertos de nervos e músculos e por fim serão cheios do Espírito, porque o avivamento esta soprando e Deus trará o seu povo às águas do Seu Trono!
“OH! se fendesses os céus, e descesses, e os montes se escoassem de diante da tua face, Como o fogo abrasador de fundição, fogo que faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, e assim as nações tremessem da tua presença! Quando fazias coisas terríveis, que nunca esperávamos, descias, e os montes se escoavam diante da tua face.”
Isaias 64.1-3

Senhor trás avivamento para nós, que nos faça abominar o pecado, abominar tudo que em nós tira o teu trono do nosso coração, nos faz amar a tua Palavra e viver somente dela e não de crendices, fabulas de velhas, dos rudimentos do mundo, de loucuras da mente, de show bussiness. Desce Deus na terra do nosso coração e nos incendeia por amor a ti e a verdade de tua Palavra. Em nome de Jesus, nosso Senhor, eu oro! Amém!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CHEGA DE REGRAS

... Esse é um livro de Larry Crabb, um livro que mudou meu modo de pensar a vida com Deus. Uma vida para a LIBERDADE e não aprisionamento religioso, das regras, dos não pode isso e nem pode aquilo.
Evangelho é liberdade, liberdade de filho, sabendo que o Pai nos recebe pela Graça e não pela observância da lei religiosa.
Pra quem nao aguenta mais viver prisoneiro de regras religiosas, encontre-me aqui. Por que fomos chamados à Liberdade que há em Cristo Jesus.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DOIS PESOS

Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php

COMEDIA MTV 2010 - A HISTÓRIA DO BRASIL...KSKSKSKSKSKKSKSK